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Caxias do Sul,02/04/2026

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Farroupilha pressiona Corsan/Aegea por soluções para falta de água e saneamento

Comunidade cobra cronograma de obras, ampliação do fornecimento de água e destaca impactos na instalação de novos empreendimentos


Farroupilha pressiona Corsan/Aegea por soluções para falta de água e saneamento Foto: Gabriel Venzon/divulgação

A Câmara Municipal de Vereadores de Farroupilha recebeu na noite da quarta-feira, 25 de março, a comunidade para discutir os serviços de saneamento básico prestados pela Corsan/Aegea na cidade. Moradores tiveram a oportunidade de relatar problemas recorrentes, como falta de água, qualidade inadequada com cheiro e cor, cobranças consideradas abusivas e resultados insatisfatórios em obras realizadas nas vias públicas.

Estiveram presentes vereadores, representantes da Corsan/Aegea, do Executivo Municipal, da Agergs (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos), do Cisga (Consórcio Intermunicipal de de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha), do Ministério Público e da Assembleia Legislativa. O encontro teve como objetivo ouvir diretamente a população e levantar os principais desafios enfrentados no setor de saneamento.

Durante a audiência, foram apresentados os aspectos jurídicos relacionados à prestação de serviços em Farroupilha. A Corsan, recentemente privatizada, mantém contrato com o município até 2033. A empresa Aegea, vencedora da privatização, apresentou uma minuta de contrato padrão, que será aplicada nos 317 municípios que tiveram o serviço transferido da estatal.

Em paralelo, a Prefeitura anunciou a contratação da UCS para a elaboração de um Plano Municipal de Saneamento, cujo objetivo é mapear as necessidades futuras de água e esgoto, orientando investimentos e prioridades para os próximos anos.

A comunidade cobrou duramente da Corsan/Aegea mais agilidade na solução dos problemas de falta d’água, a apresentação de um cronograma de trabalho, e a ampliação do fornecimento de água para localidades ainda não atendidas. Segundo os moradores, a ausência de saneamento e água encanada nesses locais impede a instalação de novos empreendimentos, limitando o desenvolvimento urbano e econômico da cidade.

Outros problemas apontados incluíram a qualidade da água, obras mal executadas e cobranças consideradas abusivas. O presidente da Câmara, vereador Davi de Almeida, e o proponente da audiência, Darlan de Jesus, destacaram que a Corsan não apresentou respostas claras às demandas da população, o que aumentou a frustração dos presentes.

A Agergs se comprometeu a avaliar os casos registrados, reconhecendo o déficit operacional diante da grande demanda, mas garantindo apoio à mediação e fiscalização das solicitações da população. Já o deputado Pepe Vargas ressaltou que a situação observada em Farroupilha se repete em outros municípios e informou que uma comissão na Assembleia Legislativa será criada para acompanhar os serviços da Corsan.

O resultado da audiência será compilado em um documento oficial, que será enviado à Corsan, Assembleia Legislativa, Agergs e Ministério Público. A medida visa promover maior transparência, registrar formalmente as demandas da população e fornecer base para futuras ações de melhoria dos serviços de saneamento no município.





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